
sábado, 27 de setembro de 2008
VícioS

Era tarde

Ela sentou cansada ao meu lado e me olho com olhos fundos.
Eu sabia que ela me detestava, fazia pouco de mim e se orgulhava de me humilhar.. ela tentava
se esconder atras dos meus sonhos, fingindo que eram os dela.
Nós duas falávamos das mesmas pessoas
ríamos dos mesmos casos de comédia.
Foi divertido encontra-la naquela situação, frágil e sem falsas idolatrias..
poderia enfim mostrar a ela o quanto dói e o que passei durante
aqueles anos de tortura.
Ela exigia explicações contextuais, substâncias de minhas atitudes. Mas eu não fiz nada.
Eu não lhe devo nada. Sou ausênte neste caso, para você..
E neste caso, era tarde demais para desfazer suas tensões, seus nós e suas dores cicatrizadas
por cremes caros, que tanto esbanjava poder comprar e eu não.
Eu lamento muito, eu desisti de você muito cedo, eu sei..
Detesto a mim mesma por tantas noites perdidas, e você lá, me humilhando.
Coitada, você agora faz pouco de si mesma,
pois a mim só resta a vida inteira, para ser vivida com intensidades e paixões..
E a você, minha querida, amargando nessa infelicidade me pede a mão.
Que agradeço, com um cordial: obrigado, não.. e sigo, meu caminho que tanto você praguejou.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Uma manhã no Centro
* Música: Oscillate Wildly - The Smiths.
Por Elise
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Santos

São de barro, de fonte segura.
São de porcelana, frágeis e detalhados.
Entram em nossas casas e abençoam. Colocam as mãos juntinhas e a fé se espalha.
Devoção.
Meio a meio com a prece, dividem o espaço na prateleira entre si, homens e mulheres, meninos e ovelhas.
Todos juntos numa só intenção.
Todos ali estáticos.
Santos, Deuses, Rainhas do céu.
São muitos pedidos e muitas graças, eles se unem e a novena começa.
Reza perdido na sombra da vida que coloca à prova o ser incrédulo.
Soam sinos, ajoelha e pede o perdão com lágrimas.
Uma fervorosa explosão de mitos, ritos, hinos... Combina entre si a penitência e pronto.
Amém.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Cansei

domingo, 14 de setembro de 2008
Camilla

De todos os nomes que a boca batiza
que o sonho relembra e a boca beija, o nome
mais dito.
De tantas letras e tipografias, contextos
sólidos ou perdidos, dedilhei as letras de Camilla
incontáveis vezes. Caracteres de Camilla.
Um compasso na sonoridade, palavra cantada.
São ruídos de guitarras e paralelepípedos.
São momentos de música urbana.
A Camilla do som das ruas. Da capital à Catedral. Camillade muros baixos,
janelas em enquadrameto total. Camilla de vermelho e
preto, do som do Rock mais alto.
Camilla de palavra doce, camomila
que acalma a alma. Camilla que é de
nome e de música. É de açúcar e letra.
Camilla pode ser de tudo.
Camilla sempre vai ser tudo, Camilla
sabe o que quer.
Camilla merece o céu.
Cuida do teu chão

sábado, 13 de setembro de 2008
Fotomovimento




Coração Nacional

Não é preciso ser sete de setembro.
As cores estão ali, seja dia ou noite em tons desbotados somos mais de mil ambulantes. Ambulando pelos cantos do coração.
Ele bate mais de cem pratos na mesa por metro quadrado. São muitos metros de fome e beleza mesclada.
O coração verde e amarelo. Pintura de criança. Felicidade de copa do mundo.
Habitantes e torcedores, todos levados na fé de suportar rojões de explosão momentânea. Aquece o coração mas apodrece os ouvidos, naquelas musiquinhas enfadonhas de eleição.. prefiro o hino, durante os jogos.
Um investimento em bandeirinhas, daquelas do colégio de muro pintado com animais em camisetas da seleção.
Futebol, palavra americana em conciência nacional. Fulgaz devaneios nacionalistas.
Somos pátria mãe, gentil somente em casos de ceder o lugar
aos mais velhos ou grávidas.
Brasileiros, somos todos iguais, mesma situação maquiada pelas cores: verde e amarelo.
Mas não pintem nossos rostos. Pintem nossos corações, de cidades sujas, abandonadas, esquecidas pelo desprezo. Nosso coração central, que não é alimentado mais de bola e gramado.
Você é verde. Eu sou amarelo. O céu todo que nos cobre é azul.
Somos irmãos e filhos de uma mesma mãe. Língua-mãe. Terra-mãe. Somos quem mesmo nos pariu.. somos dele.
Somos pátria.
Amada. Brasil
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Dama Lua.

domingo, 7 de setembro de 2008
Open
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Espetáculo.



Leveza. Pureza. Crueldade.
Contorna o braço e contorce a mão pelo pescoço úmido.
Conta os passos e sobe pelo vento. Dança pelo vento. Palco.
Cruel.
Tonalidade
